POLIS
terça-feira, 10 de julho de 2018
DEBATE METRÓPOLES - ANÁLISE
- Alexandre Guerra (NOVO) Mostrou-se arrogante, prepotente e extremamente despreparado para qualquer cargo de gestor público - imagine então de governador.
Atacou muito, ditou muita regra, e não apresentou propostas.
- Paulo Chagas (PRP) Se perdeu na maioria das perguntas. A maior gafe foi na pergunta sobre o genocídio de jovens negros em que ele falou que os jovens negros são os que mais matam. Uma fala bem racista que praticamente isenta o Estado de qualquer política pública de enfrentamento ao racismo estrutural e institucional. No mais, Paulo Chagas não tinha propostas e passou despercebido.
- Fátima Souza (PSoL) A Prof Fátima Souza foi bem quando falava de saúde e do SUS. Confrontou com firmeza o Frejat, principalmente no que concerne ao Programa Saúde em Casa e confrontou Rodrigo Rollemberg no que concerne à Moradias. Mas apresentou propostas irreais e incompatíveis com a realidade da administração pública, principalmente do Distrito Federal.
- Rodrigo Rollemberg (PSB) Mentiu muito!! Mentiu descaradamente!! Inflou números, inventou fatos e quis envolver os outros nas suas mentiras. Levou uma claque de comissionados para tentar aplaudí-lo que era sempre calada pela vaia e pela manifestação de quem ouvia as mentiras do Rollemberg e não podia aceitar calado.
- Eliana Pedrosa (PROS) Tentou emplacar sua plataforma, mas não conseguiu. Passou quase despercebida se não fosse a pergunta de jornalista a respeito de parlamentar que é empresário ter contrato com o GDF.
- Jofran Frejat (PR) Esperava-se muito mais de um candidato tão experiente. Se mostrou muito cansado na fala, foi muito mal na pergunta sobre LGBT. Tomou uma aula de Saúde em Casa. Na oportunidade que teve de polarizar com Rollemberg, desperdiçou. Foi uma grande decepção e sai menor desse debate.
- Izalci Lucas (PSDB) Mostrou-se equilibrado, sereno e apresentou boas propostas. Falou de incentivo fiscal pra trazer novas empresas ao DF. Falou do incentivo à Ciência e Tecnologia, geração de empregos, oportunidades para os jovens. Para o primeiro debate, foi bem mas a questão partidária se revelou a pedra no sapato.
No geral, todos os candidatos precisam evoluir. Esse foi só o primeiro debate de 2018 e certamente o cenário político ainda vai mudar bastante até as convenções.
Com muitos pré-candidatos o debate fica confuso e pouco produtivo. Debate com a presença de militância também atrapalha. O Metrópoles está de parabéns pela organização do debate que contribui para a Democracia.
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